
Na qualidade de membro, a ReGeCom participou nos dias 4, 5 e 6 de setembro da 2ª sessão da Assembleia Geral da Community Leaders Network (CLN) realizada em Johannesburg, na África do Sul, evento cujo objectivo principal foi compartilhar informações sobre o funcionamento da CLN e estratégias de consolidação da abordagem de gestão de recursos naturais baseada na comunidade (CBNRM).
A Assembleia Geral da CLN contou com a presença de 70 participantes representantes dos países da SADC filiados à CLN, com excepção de Angola e República Democrática do Congo, e serviu para a realização da reunião consultiva da Aliança de Povos Indígenas e Comunidades Locais para a Conservação em África (AICA), uma plataforma Pan-Africana criada com o objetivo de amplificar as vozes das comunidades locais e povos indígenas na conservação e gestão de recursos naturais.

A reunião consultiva da AICA centralizou as discussões na necessidade de unificar as vozes das comunidades locais e os povos indígenas; o reconhecimento dos direitos das comunidades locais e dos povos indígenas sobre a terra e os recursos naturais, procurando abrir caminho para estruturas inclusivas que valorizam a equidade, a justiça e a propriedade compartilhada da terra e dos recursos naturais.
Representada pela Direcção Executivo (José Monteiro); pela AMDER (Calisto Ribeiro); pela UniRovuma (Artur Afonso) e pela AMPDC (Ângela Jorge), a ReGeCom usou deste evento para divulgar a sua abordagem; apresentar a sua visão, resultados das suas actividades, lições e perspectivas, considerando o seu plano estratégico 2024-2028 e colher experiências de outros membros.

Para a ReGecom, este encontro abriu um leque de oportunidades, entre elas, a amplificação da voz das comunidades locais, permitindo que comunidades moçambicanas compartilhem as suas experiências e desafios e sejam ouvidas e consideradas a nível regional e pan-africano.
Importa referir que em 2024, a ReGeCom hospedou a reunião estratégica de alto nível da AICA e os delegados tiveram oportunidade de visitar e interagir com membros da comunidade de Matchia, o que permitiu a interação e partilha de experiências entre as diferentes regiões sobre a importância da governação comunitária na gestão comunitária de recursos naturais.
